happy birthday, my friend!

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Happy birthday, Henrique!!!

É uma pena que eu não possa estar ai pra comemorar o seu dia com você… Era uma das coisas que eu queria muito fazer quando embarcamos nessa viagem louca! Mas eu sei que você está cercado de gente bacana e que vai se divertir! Espero que o dia esteja lindo e iluminado, como você! Aproveite muito essa oportunidade de ouro que a vida está te dando, todos os dias. Você é uma pessoa privilegiada, e nós que gozamos da sua amizade também!!!

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o tempo não para mesmo

Nossa, já tem mais de 1 mês que voltei ao Brasil e não sei o que pensar. Parece que foi há tanto tempo, mas ao mesmo tempo parece que foi ontem!

Como eu falei, se eu pudesse ter voltado pra Inglaterra depois do nascimento do meu sobrinho, eu teria voltado sim. Sinto falta do trabalho e dos meus alunos. Queria saber como eles estão, se estão sendo bem cuidados, se estão desenvolvendo suas capacidades da melhor forma possível, etc.

E também sinto um pouco de falta da Inglaterra. Eu fui embora na melhor época, quando o tempo melhora, o dia tem mais sol, não faz tanto frio…

Também perdi de passar o solstício de verão nas pedras de Stonehenge! É o único dia do ano em que a visita é gratuita e você pode chegar perto das pedras, o lugar fica lotado e é uma verdadeira celebração. Henrique T. foi e disse que foi lindo, fiquei feliz que deu certo de ele ir, porque acho que ele queria ver isso muito mais do que eu!

Uma coisa estranha que só senti dessa vez é que me sinto muito deslocada geograficamente!!! Me sinto fisicamete afastada do resto do mundo! As Américas não sabem nada sobre ser o centro do mundo mesmo… Eu lembro que passei um tempão achando que eu era americana demais pra Europa, e talez em algum grau eu seja mesmo, mas existe algo sobre a Europa… Parece mesmo o lugar onde tudo acontece, principalmente das coisas boas!

Mas eu não tô reclamando de estar de volta não. Eu posso ver meu sobrinho crescer (tem uma mãozona!!!), brincar muito com a Brisa e ver meus amigos (que vejo muito menos do que eu gostaria). O momento político-economico é uma droga mesmo, mas tenho fé que vá melhorar e tudo voltará aos trilhos, de uma maneira mais fortalecida até.

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willkommen im berlin!

Meu último destino europeu antes de voltar a terra brasilis foi a Alemanha! O que eu queria mesmo era não só ir pra Berlim, mas o tempo e o dinheiro não permitiram e eu decidi que de todos, Berlim é o que merecia minha visita, haha! Bom, também contou muito o fato de que eu estava sozinha e queria um destino seguro pra mulheres. Achei que na Europa, pro meu dinheiro, era minha melhor opção.

Decidi ir de avião porque era mais barato e rápido. Voei Ryan Air. Não dá pra falar muita coisa de uma empresa que tenta ter o mínimo contato com o passageiro, né? No check in tem uma pessoa que confere o passaporte e só, não sei como eles não automatizaram isso ainda! Foda foi ter que ir pro aeroporto no fim da noite e passar a madrugada lá, dormindo no chão.

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O perrengue foi até chegar no hostel. Chegar zuretinha em Berlim, descobrir como funciona de verdade o sistema de transporte (ou entender melhor) e pegar o trem certo foram um pequeno desafio, mas com o tempo fui percebendo que não tinha que ter receio de pedir informações em inglês. Eles são mais simpáticos que os franceses, hehe…

hostel que escolhi, Baxpax Downtown foi ótimo. 2 quadras do trem, rua tranquila, perto de um monte de restaurante, limpo, amplo, boa cama, bom chuveiro e um ótimo bar no térreo.

Currywurst do hotel = salsicha com molho de tomate e pó de curry. salsichão!
Currywurst do hotel = salsicha com molho de tomate e pó de curry. Salsichão!

Meu primeiro passeio foi Alexanderplatz, que eu vi do trem indo pro hostel. É uma praça grande e famosa, cheia de comércio. Como atrai muita gente, tem também gente fazendo performances por todo canto. Parei pra ver um pouco de um grupo de adolescentes com uma coreografia de dança de rua que era muuuuito bom! Também tinha vários cafés com mesas na rua e lugar pra sentar e relaxar. Até deitei um pouco em um banco pra aproveitar aquela atmosfera relaxada, tranquila e segura.

Se Berlim queria me ganhar, conseguiu. O tempo esteve maravilhoso durante toda minha estadia: céu aberto, sol, mas sem estar um calorão e seco! Literalmente não teve tempo ruim não!

Como tinha passado a madrugada no aeroporto, voltei pro hostel depois desse passeio, peguei as chaves do quarto e tirei um cochilo merecido. Pra quem quiser ir pra Berlim, começo de maio é excelente, o sol se põe lá pelas 21h e dá pra fazer muita coisa, inclusive tirar esses cochilos, hehe.

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A comida foi um dos pontos altos também, não comi nada ruim por lá! E tem muita variedade, pra todos os gostos. Como o Henrique T. virou vegano, passei a reparar mais nessas coisas, então em Berlim eu vi muita placa anunciando pratos veganos em diversos restaurantes!

Além da comida ser ótima, os lugares também são muito agradáveis. A hamburgueria da foto acima tinha uma sacada atrás do salão principal muito gostoso, com mesas de pic nic e aquecedores nos sombreiros. E atendimento muito bom também!

No dia seguinte, fiz um passeio guiado de graça pelo centro, pra ver as principais atrações.

O passeio começou no Portão de Bradenburgo, secular. A área é lotada, é onde fica o famoso Hotel Adlon e é do lado do prédio do parlamento.
O passeio começou no Portão de Bradenburgo, secular. A área é lotada, é onde fica o famoso Hotel Adlon e é do lado do prédio do parlamento.

 

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O Denkmal é uma praça cheia de blocos de concreto de diversos tamanhos. É tipo um “lago” que se aprofunda no meio, mas de fora parece que os blocos são mais ou menos do mesmo tamanho, então lá dentro dá uma sensação de opressão. É um memorial às vítimas do nazismo.

 

Na minha memória, o muro era uma coisa muito alta. Vai ver que é porque eu era criança quando o muro "caiu". Hoje esse pedaço é preservado (tem grades ao redor) e próximo a ele tem um museu sobre o regime nazista.
Na minha memória, o muro era uma coisa muito alta. Vai ver que é porque eu era criança quando o muro “caiu”. Hoje esse pedaço é preservado (tem grades ao redor) e próximo a ele tem um museu sobre o regime nazista.

 

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E ali perto, o Checkpoint Charlie, a passagem entre as duas partes da Berlim dividida que os estrangeiros podiam usar.

Depois desse passeio, fui dar uma volta pela cidade, mas era domingo e a maioria das coisas estava fechada. Até a Alexandreplatz estava meio vazia! Pra não dizer que metade do dia foi perdido, me perdi por Unter der Linden e fui parar na região dos museus. É bem movimentada e tem várias feirinhas de rua!

A noite, fui num pub crawl organizado pela mesma empresa que dá esses passeios a pé e foi interessante. Como era domingo, todos os bares estavam vazios! Mas com isso a gente pode interagir mais entre o grupo. Conheci um grupo de canadenses com quem fiz o passeio do dia seguinte, tudo gente boa (claro, canadenses!). A noite ia terminar numa balada, mas passei porque depois não sabia como ia conseguir voltar pra casa e pra esperar o transporte público ia demorar e eu tinha que acordar cedo no outro dia.

No dia seguinte fui pra Oranienburg visitar Sachsenhausen.

Sachsenhausen era um campo de concentração de trabalhos forçados. Foi um dos primeiros e ali na entrada tem um prédio que era onde a SS decidia como os campos deveriam ser geridos.
Sachsenhausen era um campo de concentração de trabalhos forçados. Foi um dos primeiros e ali na entrada tem um prédio que era onde a SS decidia como os campos deveriam ser geridos.

Eu não tinha intenção de visitar um campo de concentração quando cheguei a Berlim, mas a história do período nazista é algo muito forte na Alemanha. E já que eu estava lá, achei que deveria ir lá entender um pouco melhor como é que tudo aconteceu. Sachsenhausen fica há 1h de Berlim e ao chegar na estação, há uma caminhada de uns 30 minutos até o campo. É a caminhada que os presos tinham que fazer nas décadas de 1930 e 1940.

Eu achei que seria um passeio super pesado, nível Hiroshima, mas não. Ao contrário de Hiroshima, não sobrou muito documento do que acontecia lá, nem das pessoas que passaram ali. Não tem muito o que “ver”, apesar de ter 1 museu e um dos barracões montados pra visita.

Os presos chegavam pela Torre Alfa, de onde dava pra ver todos os barracões e toda a moviemntação nessa área. Além da área dos barracões de dos trabalhos forçados, esse campo ainda tinha um centro de formação de oficiais da SS. O centro hoje serve para treinar os policiais de Bradenburgo. Eles dizem que é importante estarem perto do campo para sempre se lembrarem das consequências nocivas do abuso de poder.
Os presos chegavam pela Torre Alfa, de onde dava pra ver todos os barracões e toda a movimentação nessa área. Além da área dos barracões e dos trabalhos forçados, esse campo ainda tinha um centro de formação de oficiais da SS. O centro hoje serve para treinar os policiais de Bradenburgo. Eles dizem que é importante estarem perto do campo para sempre se lembrarem das consequências nocivas do abuso de poder.

O pesado dessa visita foi que não tinha um lugar pra tomar lanche ali dentro, pelo menos na nossa rota de passeio, e eu não levei nada pra comer. O sol estava a pino, mas não muito quente. Só comi 4h depois, de volta na estação.

Nesse dia consegui visitar o Arkaden de Potsdamer Platz, um shopping meio aberto, o Sony Center (amo o Starbucks de lá <3) e o Berlin Mall, gigantesco! Foi a última vez que encontrei com algum dos canadenses, totalmente por acaso na rua. Eles ainda seguiram viagem prelo resto da cortina de ferro por algumas semanas.

Currywurst é a comida típica que todos vão te dizer que tem que experimentar. Prefiro o dogão da usp!
Currywurst é a comida típica que todos vão te dizer que tem que experimentar. Prefiro o dogão da usp!

No dia seguinte voltei pra visitar melhor o muro e o Checkpoint Charlie. O muro, claro, fica lotado. Essa parte preservada fica do lado do prédio onde ficava a Luftwaffe no regime nazista. O prédio é enorme, e um dos poucos que restou com a arquitetura nazista, a cara que Hitler queria dar para seu império. O cara era megalomaníaco.

Também fui dar uma volta pela Friedrichstrasse, uma rua cheia de comércio. Descobri que eles tem até uma pequena Galeries Lafayette! O mais interessante mesmo foi achar a Ritter Sport, a loja conceito da marca onde você pode criar o seu chocolate, adicionando até 3 ingredientes na mistura. E não é caro! No andar superior eles tem um café super gostoso, com uns doces lindos!

Olhem isso! Bateu saudade desse chocolate só de olhar essa foto!
Olhem isso! Bateu saudade desse chocolate só de olhar essa foto!

 

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Achei o lugar tão bom, o atendimento tão legal, que voltei no dia seguinte pro café da manhã de despedida. Olha esse ovo! Além de lindo, delicioso! O pão em Berlim também é ótimo! Embutido então, nem se fala!

 

Além do Ritter, outra chocolateria famosa na Alemanha é a Fassbender & Rausch. São chocolates premium, mas o famoso mesmo da loja são as esculturas de chocolate dos monumentos na cidade. Tem gente que vai lá só pra tirar foto! Os chocolates são mais caros, mas tem mais variedade, tipo bombom recheado.

A única coisa que não gostei de Berlim é que no aeroporto eles não dão saquinho pra líquidos. Cobram 50 centavos de Euro!!! Poxa, na Inglaterra você pode pegar quantos quiser! Só não tava com o meu lá porque não sei como, perdi =( E o cara no Relay do aeroporto foi um grosso que não quis trocar moedinha. Fui mesmo mendigar pros clientes dele, oras. Não custa nada trocar dinheiro, né?

O blog não morre com a minha volta ao Brasil. Daqui umas semanas vou começar a postar sobre outras viagens que fiz, e ainda vou fazer um resumão sobre essa experiência na Inglaterra 😉

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london, we meet again, at long last!

Fui embora do camp hill no fim de uma quinta feira. Era dia de reunião na casa, meu último dia oficial de trabalho. Participei sim, porque sou dessas. E o pessoal armou algumas surpresinhas. Chamaram todo mundo, inclusive os alunos, pra uma foto coletiva. É muito raro eles fazerem isso porque tem todo uma política de safeguarding, então me senti bem especial! E também me deram presentes de despedida, inclusive o cd da Adele, porque o SM. sempre fala “Hello” pra tudo e a gente ficava respondendo com “Can you hear me?“, da música dela, e ele aprendeu a dizer isso, haha! A reunião foi sussa pra mim, falei que ia sentir saudades do trabalho e participei ativamente. Inclusive a minha coordenadora ficou perguntando porque eu ia embora, porque eu era a pessoa que sabia o que fazer em várias situações do dia a dia da casa, hehe.

Infelizmente fico devendo a foto do pessoal porque é proibido mesmo postar foto das crianças =(

Fui pra casa do Junior em Londres e na sexta dei um pulo na Harrod’s. Uma loja de departamento enorme, super famosa. A família do último namorado da Lafy Di, o Dodi Al Fayed (que morreu com ela no acidente no túnel de Paris), é a dona hoje em dia e tem um memorial para eles no subsolo. É tão brega que nem tirei foto disso! Mas a loja em si é super luxuosa, bem mais que a Galeries Lafayette em Paris. É meio opressivo até. Dei umas voltas lá dentro, já tava desistindo da vida quando achei o corner da marca própria, e só então consegui viver. Mas mesmo assim só pelas lembrancinhas da cidade. Pra quem ama a família real, tem um espacinho com louças com a cara da rainha até.

É do lado de fora que os pobres mortais se divertem, porque tem umas lojas mais acessíveis, tipo a Zara. E lugares de comer, tipo o Wasabi, que é uma rede de fast food japa. Pra quem procura sustança, recomendo porque a porção de arroz que vem é generosa e o preço é honesto.

Ai passei 4 dias em Berlim, mas conto mais em um post separado.

Na volta, fui no estúdio que a Warner usou pra gravar a saga Harry Potter, que era um dos passeios que eu mais queria fazer lá. Os estúdios Leavesden ficam em Watford, há 1h de Londres. Você pode ou comprar só o ingresso e ir pra lá por conta (de trem) ou então comprar o pacote completo. Pela preguiça, comprei o pacote completo. Devido a alta demanda, os ingressos são vendidos com horário de entrada, e ai você não pode entrar antes… Em época de pico. Como não era o meu caso, chegamos mais cedo e pudemos entrar logo.

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Já na fila tem o armário embaixo da escada onde o Harry viveu até os 11 anos na casa dos Dursley. Engraçado que isso começou a fazer mais sentido quando eu fui morar na Inglaterra. Não que eu ache aceitável, mas sobrados são muito comuns na terra da rainha.

As pessoas entram pouco a pouco em um salão, onde um ator faz uma introdução dramática, com uns vídeos. Ai vamos para uma sala de cinema e de lá, atrás da tela, aparece a entrada para o Grande Salão Principal. Vou confessar que é bem emocionante, porque você se sente um primeiro anista de verdade! Pena que o teto não é encantado, mas todo o resto é muito perfeito!

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Acho que o Grande Salão é onde eu fiquei mais tempo, porque é o primeiro contato e é o impacto de estar mesmo ali no estúdio, vendo a história que eu amo se materializar. Não se enganem, eu acredito mesmo que a maioria dos fãs que estão lá são fãs dos livros, da história, e não só dos filmes. Os filmes têm tanto apelo porque existe uma legião de leitores ávidos por viver aquilo que passamos anos lendo!

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Tem bastante informação de como eles tentaram adaptar aquelas coisas lindas dos livros feitas de mágica, para as telas. E como fazer isso debaixo de holofotes, em dias exaustivos de filmagem. Tem coisa que demorou semanas pra ficar pronto.

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Obviamente não tem a reconstrução completa de todos os cenários usados nos 8 filmes. Ficaram mais aquelas coisas que foram mais usadas, que apareceram mais e em mais filmes.

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A parte mais legal, claro, é estar dentro de Hogwarts!

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A coisa que eu mais queria desse escritório do diretor é a Penseira! Podia ser até vazia mesmo.

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A maior parte dos cenários está numa parte coberta. Além dos cenários em si, tem muitos props, objetos de todo o tipo que tiveram que ser criados pela natureza da história. E tudo tem uma explicação, principalmente de como o departamento de arte teve que inventar esses objetos mágicos… Sem mágica!

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Quem disse que eu não entrei no Expresso de Hogwarts? 😉

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Eu dei a sorte de pegar a casa dos Dursley lá, e ainda esse mês (acho?) eles vão abrir pra ver os cômodos. Eles gravavam in loco, até perceber que seria um cenário recorrente e recriarem a casa no estúdio (aparentemente construir uma casa é mais barato do que pagar pelo uso da imagem e o deslocamento e tals…).

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Eu gostei muito de ver o Bicudo! Nerd? =P

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É indicado separar pelo menos 3h do seu dia para passear ali dentro, e deu certinho. Só que eu não fiquei inspecionando tudo minuciosamente como vi algumas pessoas fazendo, então quem for mais enlouquecido, é bom separar mais tempo. Como disse, não era época de pico, porém comprei um pacote e tinha hora de ir embora. Eu tive tempo de comer e de descansar lá fora, além de ver toda a parte de merchandise. Não comprei nada além de um Funko do Harry porque era tudo muito caro, eu achei lá uma blusa de tricô que era umas 4x mais cara que uma que eu comprei na Primark, ENGOALZINHA! Então #fikdik, visita a Primark em Londres antes de se jogar na lodjenha do estúdio.

Nos outros dias que tive livre, fiz um barhop com a patota portuguesa do Junior e do marido dele e acabamos em uma lanchonete super delicinha, super cara de Vila Madalena/Pinheiros onde comemos um hambúrguer bem honesto, acompanhado de… Vinho tinto! Juro que combina, haha! Não fui pra balada porque ia ficar tarde e caro…

Antes de vir embora, ainda peguei a final do Eurovision, uma competição musical em que cada país escolhe seu representante e ai a Europa inteirinha assiste e vota online ou por telefone. São mais de 20 performances, mas é bem interessante. Tem do ruim, ao bizarro, ao muito bom. Desde o ano passado a Austrália participa como convidada e esse ano eles quase ganharam! Foi divertido porque uns amigos do marido do Junior foram lá e fizeram um jantar bem gostoso, rimos muito e também bebemos consideravelmente. Ah, a Europa pode ser bem divertida!

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new beginnings

Quem passa por aqui com mais frequência deve ter notado uma pequena diferença no layout do blog. Estou me preparando pra nova fase dele. Não se preocupem, ainda tenho alguns posts sobre as últimas semanas na Europa, que vou postar nas próximas semanas. Mas quando esse assunto acabar, vou começar a postar sobre as outras grandes viagens que fiz ao longo da vida.

Quando estava em Berlim, conheci um grupo de canadenses que acabou de se formar na faculdade. Um deles se espantou de eu conhecer vários lugares, mas como eu disse, eu só tenho cara de nova, né! Hahaha!

Então o blog não morre só porque eu voltei mais cedo do voluntariado. Keep your eyes open for new posts to come!

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see you, great britain!

Então eu resolvi ir embora do voluntariado. Claro que muita gente perguntou porque, e eu vou explicar.

Eu passei 4 meses trabalhando praticamente sem “folga”. Claro que eu tive folga, mas não teve break pra mim nem nada. Cansa, viu? Tava meio de saco cheio de tudo. Mas ai vinha as férias de Páscoa e eu achei que o sentimento de querer ir embora ia melhorar.

Pra quem não sabe, passagem tem validade. Essas que saem em promoção em geral tem 3 meses, ou seja, você pode usar a perna de volta até 3 meses depois que usou a perna de ida. Eu comprei uma passagem de 1 ano, que é mais cara. Porém, também existe uma regra na aviação que não se pode marcar a volta com mais de 300 dias a frente da data em que se está fazendo a reserva. Ou seja, eu não consegui marcar a data de volta da passagem pra agosto, mas claro que eu poderia remarcar a volta pra quando eu quisesse. A última data que conseguiram marcar na minha passagem era pra meio de maio.

Passou as férias e nada mudou em relação a vontade de voltar pra casa. No fim do ano passado, minha cunhada descobriu que estava grávida, e a princípio eu estava ok em perder o nascimento, afinal, bebê não lembra de nada mesmo, mas a medida que a data foi se aproximando, comecei a sentir que estava perdendo um momento importante na vida da minha família. O bebê não vai lembrar se eu estava ou não no hospital quando ele nasceu, mas meu irmão vai. Eu vou.

E somando-se a isso, eu comecei a me irritar de viver na comunidade. Pros jovens é mais fácil, mas eu já tinha uma vida toda independente no Brasil e pequenas coisas começaram a me irritar ainda mais. É internet bloqueada, é não poder receber amigos em casa, é sentir que decisões sobre o meu bem estar eram tomadas sem nem me consultar antes. Tudo isso começou a pesar negativamente e eu senti que não valia a pena passar por esse stress e ainda perder um momento importante.

Foi com dor no coração que deixei o trabalho, porque trabalhar na minha casa era ótimo. Minha coordenadora é a melhor, o time é incrível e os alunos… Eles são demais. Especiais da melhor forma possível. Jamais teria deixado o trabalho, mas a vida na comunidade já não valia mais a pena pra mim.

Muita gente vai parar aqui pra saber se vale a pena fazer esse tipo de voluntariado, e apesar dos pesares, eu digo que vale sim muito a pena. As circunstâncias da vida me fizeram voltar, mas provavelmente se não fosse o meu sobrinho, eu aguentaria mais. Mas algo que aprendi nesse tempo é que a gente não é obrigada a nada e que a gente tem que fazer aquilo que nos faz feliz.

Deixei a Sheiling no dia 5 e minha passagem era pro dia 15. Nesse meio tempo fui viajar, e depois conto um pouco mais sobre isso. Por enquanto, vou me ajeitando de volta ao meu lar. E vou lá curtir o sobrinho <3

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spring has sprung! or has it?

O tempo nessa terra é meio louco. Semana passada, última semana de abril, oficialmente primavera a mais de mês e… Nevou por aqui!!! Já tava achando que não ia ver mesmo neve dessa vez, mas ela chegou por aqui… Quando fui pro intercâmbio no Quebec também vi neve no fim de abril, mas né, é Canadá, quando é que não neva? Hahaha!

Essa minha última semana de trabalho foi a mais tranquila possível. Pra mim, parece que os alunos voltaram muito mais felizes do break da páscoa e isso tem feito o trabalho muito mais feliz. É verdade que tivemos 3 dias de incidentes com o M., mas mesmo ele está bem feliz agora. O J. com certeza está menos ansioso, e acho que está feliz também de poder usar o trampolim, já que não tem chovido tanto e os dias são mais longos.

No sábado aparentemente depois que eu terminei meu turno tudo deu errado. Quando voltei para o jantar, meu deputy estava enlouquecido na cozinha tentando fazer 20 coisas ao mesmo tempo! Ai eu fiquei pra ajudar, porque não me custava nada. Acho que a convivência dos voluntários tinha que ser mais assim, mas as vezes eu sinto que a gente vive meio escondido nas nossas horas vagas =/.

Mas nem tudo é caos, e acho que o aluno que voltou melhor mesmo da páscoa foi o SM. Nossa, que pessoa feliz, motivada… Ele tem ajudado muito em tudo, não só no comportamento, mas como ele está feliz, ele ajuda com as tarefas. Ele mesmo se propõe a ajudar e isso o deixa muito satisfeito.

No domingo, ele recebeu um convite pra almoçar em uma das casas em que ele morou quando era criança. Ele falou disso a semana inteira. De manhã foi na missa, depois saiu para uma caminhada e até colheu flores pra dar para a coordenadora da casa anfitriã! No horário, eu o levei até lá, e nossa, acho que nunca vi alguém tão feliz na vida por algo tão simples!!! Ele sentou na cozinha pra conversar, ajudou a chamar todos para o almoço, e até sentou na mesa com todos juntos (em casa ele espera todo mundo entrar)! Fez a prece e esperou todo mundo começar a comer. E na mesa ele tinha a expressão mais feliz, tão feliz que tinha até lágrima nos olhos!!! Ele me olhava com o maior sorriso que eu já vi! Óbvio que no fim ele não queria ir embora, mas fiquei feliz de ter visto isso, e fiquei feliz por ele também =).

No dia seguinte, teve o tal do Sports Day, um dia de gincanas com todo mundo. De manhã eles decoraram um carrinho de mão com o tema escolhido por cada casa e as camisetas com a cor também. Depois do almoço, fomos todos pro descampado participar de várias atividades. É meio que um open day pras famílias também, então vários pais estavam por lá. Eu participei de… 2 atividades, haha! Mas foi legal assistir, e foi um dia bem relax. No fim, todo mundo ganhou medalha e saiu feliz!

Na terça nem era meu dia de trabalho, mas a casa estava um caos de novo a noite e acabei ficando um pouco pra ajudar. Mas vejam bem, agora que a primavera está aqui, os dias escurecem lá pelas 21h… E eu tive que colocar aluno pra dormir as 19h! Por sorte era um aluno que não tem nenhum problema pra dormir, mas foi um dia muito atípico!

O A. foi o primeiro aluno que eu supervisionei quando o ano começou… E acabou sendo o último que eu dei suporte também. Yep, o voluntariado acabou pra mim, estou indo embora (de fato, quando esse post for ao ar, eu já estarei fora daqui). Muitas coisas me fizeram querer ir embora, mas a maior delas é que eu vou ser titia logo menos e eu não quero perder o nascimento do meu sobrinho. No próximo post conto melhor sobre a decisão e a logística. Porque agora eu tenho mala pra fechar!

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como que fala? salisbury?

Aqui perto tem uma cidade chamada Salisbury. Eu, com todo meu inglês americanizado só fui aprender a dizer esse nome a duras penas. Porque parece um nome fácil, mas a pronúncia real é toda errada. A pronuncia daqui é Sósbury. Não faz sentido, né?

Mas fazendo sentido ou não, no último domingo fomos visitar a famosa catedral da cidade. Famosa mesmo, porque encontrei com alguns grupinhos de brasileiros (viajando pra terra do dinheiro mais caro apesar da crise).

A cidade em si é uma gracinha (mas não ficamos passeando), mas nada demais. A catedral realmente é muito bonita. Foi construída lá pelo século XIV e está super bem preservada. Tem um dos relógios mecânicos mais antigos do mundo, que ainda marca a hora (quando chegamos ele estava tocando e um dos alunos ficou alucinando querendo ir ver como que funcionava). E tem um monte de gente enterrada, dentro e fora do corpo da igreja!

Em volta tem um jardim lindo e umas casas que devem ser mais ou menos da mesma época, que ainda são usadas de moradia e comércio. Essa parte da cidade é murada, parece um mini-forte. As vezes eu ainda fico impressionada que essas coisas são tão antigas e continuam de pé. E elas ficam ainda mais bonitas em um dia de sol como no domingo =)

Esses dias andei reparando que minhas habilidades culinárias melhoraram consideravelmente e minha relação com a cozinha também melhorou muito. Antes eu tinha uma preguiça monstro de pensar em cozinhar, e hoje até que eu gosto. É verdade que cozinhar aqui as vezes significa ficar em paz sem ninguém enchendo o saco, mas vira e mexe as pessoas elogiam a comida e a criatividade. Acho que falta um bocado disso aqui. Já estou até imaginando o estado que ficará a cozinha da minha mãe quando eu voltar, hahaha! No domingo fui eu que preparei a sacola do pic nic e na segunda esquentei as sobras pra janta e ainda preparei jantar diferente pra 2 alunos com cardápio diferenciado. E um deles comeu de raspar o prato!

A primavera está chegando timidamente por esses lados e os dias tem melhorado bastante. Na maioria do tempo, a temperatura chega a dois dígitos e tem feito bastante sol. Claro que chove, e ontem o Junior me disse que nevou em Londres (por aqui caiu bastante granizo daquele pequenininho), mas os dias também tem ficado cada vez mais longos e já dá uma melhorada na moral da galera, né? Até aposentei o casaco de neve pela temporada já, hahaha!

Com a chegada da primavera também começamos a cuidar melhor do jardim. Alguns dias da semana os alunos preparam a terra e plantam sementes em volta da casa ou transferem mudas (dessas de super mercado mesmo) para vasos maiores para enfeitar mais o ambiente. Minha única colaboração pra jardinagem até agora foi sentar com um dos alunos e olhar. Porque tá ai um treco que definitivamente não é a minha! Meu pai adorava uma plantinha, já eu sou capaz de matar uma planta de plástico num pote!

Tenho sentido que desde as últimas férias os alunos tem melhorado muito de comportamento e tenho me divertido ainda mais no trabalho. O SM está num humor excelente e temos conseguido fazer ele participar de muitas atividades. Inclusive a minha coordenadora descobriu que ele e o J. fazem uma dupla incrível e agora são “amiguinhos”. Dá uma satisfação enorme quando a gente consegue fazer esse tipo de interação acontecer. Eles dividem atividades ao ar livre e curtem as mesmas músicas, por exemplo. Também sinto que o M. está mais feliz, outro dia apareceram com um aparelho que tem uns botões e 3 opções de música pra ele ir escolhendo e ele ouve sempre a mesma música. Mas ele presta muita atenção naquilo, acho fascinante observar! E as vezes ele levanta a cabeça e procura o nosso olhar pra sorrir! Acho que só trabalhando com necessidades especiais a gente consegue saborear esses momentos de verdade…

Descobri também que definitivamente prefiro o trabalho na casa do que na escola, mas mesmo as aulas tem sido proveitosas, talvez porque eu sempre consiga dar um jeito de ficar nas salas que eu gosto mais, haha! Esses dias fui fazer compras com um dos grupos e o alarme de incêndio tocou 2 vezes, e a gente teve que começar a evacuar o local (mas no meio do caminho disseram que não era nada). O que pode parecer uma chatice no fim se torna uma aventura se você mantiver o humor certo. Eu estava com uma menina que as vezes não gosta de trabalhar com pessoas diferentes, mas como ando aparecendo sempre na sala dela, ela tem confiado mais em mim e nesse dia a gente saiu rindo da loja e eu percebi que ela tem interagido mais comigo =)

Essa semana o Junior volta pro trabalho e já estou ansiosa pros shifts com ele de novo! E o melhor? Essa semana também tive 3 dias de folga. Yay!

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quando o trabalho não parece tanto trabalho assim

Não vou mentir, foi muito difícil voltar pro trabalho depois de passar 1 semana em Paris. Foi mais difícil ainda voltar a comer a comida sem graça da Inglaterra, que ficou pior ainda se comparada a cozinha francesa. Mas depois de 1 semana da volta, posso dizer que poucas vezes na vida me senti tão feliz e motivada no trabalho =).

O primeiro domingo foi muito tranquilo, saímos pra uma caminhada na floresta “oficial” (New Forest) e tomar um lanche no pub enquanto o Júnior preparava o jantar em casa.

Achei que a segunda seria péssima e na verdade nem foi. Até ficar sentada no chão da sala de aula com o aluno não foi tão ruim assim. Apesar de ele não parecer estar muito afim de ir pra aula, ele prestou atenção em tudo o que eu disse e consegui uma resposta pra tudo que perguntei (sim e não, claro). A noite foi ok, apesar de ficarmos em casa porque temos pouco staff até pra fazer uma caminhada da floresta “local”.

Ai na terça e na quarta já tive folga, deu pra descansar um pouquinho. Lavei as roupas, fiz compras de supermercado e fiquei zanzando pela casa. É bom aparecer no trabalho quando a gente tá de folga, dá pra conversar com as pessoas, mesmo que elas estejam trabalhando, haha!

Na quinta era pra ter reunião, mas não teve, e tratei de logo ir pra sala que eu sabia que ia ter uma atividade “de boas”. Fui fazer pão (com direito a sovar um pouco a massa) e comer ele quentinho depois, hehe. O D. é um dos alunos mais queridos, ele não curte muito conversar, mas super se empenha nas atividades e fica feliz com o resultado!

O almoço da sexta foi meio tenso porque tive que ficar de olho em 2 alunos e ainda teve um terceiro que queria muito carinho. Muito! Ficou me abraçando um tempão, ai na hora da distração um dos outros alunos roubou um osso de frango do meu prato e moeu todo! Pelo menos não se engasgou nem nada! E depois tive que trocar a fralda do outro aluno e foi difícil, cocô endurecido, aluno enfezado… Mas depois corri pra sala que eu gosto de ficar nas sextas e o mundo voltou a ser um lugar melhor, fiquei com o C., um dos gémeos, de quem eu estava com saudades (porque ele e outros alunos foram pra day house). Ele foi tão fofo, tava tão feliz! Talvez fosse saudades de mim também? Hehe, vou fingir que era! A noite fiquei com o J. e ele estava bem melhor do que no fim do bimestre passado, bem menos ansioso, a gente brincou e ele só deu um trabalhinho pra dormir, mas eu fingi que dormi no sofá do quarto dele e ai ele dormiu também, hehe #táticas

O sábado foi ótimo, apesar de começar cedo. Fiquei com o SM. que pode ser cansativo porque ele não pára de falar, mas ele estava muito bem, inclusive acho que ele voltou muito melhor das férias. Ri muito com ele e ele foi mesmo um amor. Foi bem prestativo e até ficou um tempo sozinho no quarto, o que é um milagre! Fomos no mercado, ele desceu pra procurar bateria na loja de conveniência e ainda almoçamos fora e ele se comportou maravilhosamente! Depois fui com o shift leader fazer compras de supermercado, foi cansativo mas foi divertido. O único ruim é que troquei o fim do sábado pra começar domingo cedo e 2 dias cedo é puxaaaaaado.

Mas o melhor de tudo é que durante a semana toda escutei de diversas pessoas que eu e o voluntário filipino somos “membros valiosos da equipe” e que eles não querem que a gente vá embora! E os turnos tem sido mesmo muito gratificantes e divertidos, todo mundo da casa forma um time bem coeso, é uma “máquina” que funciona muito bem e fica difícil pensar como vai ficar com “peças” a menos.

Eu sempre penso que eu nunca trabalhei num lugar onde eu realmente gostasse do trabalho tanto quanto aqui. Existe uma gratificação real de se trabalhar com necessidades especiais. Tipo o SM. que aprendeu que depois que ele fala “Hello” a gente sempre repete “Can you hear me?” da música da Adele e agora ele mesmo já diz as 2 coisas juntas (e é hilário!). Ou o sorriso do M. quando a gente brinca com ele. A evolução do R. que nem subia as escadas no primeiro dia dele aqui e hoje ama até um bom banho de banheira. Todas as manias do N. que todo mundo da casa já pegou (principalmente o staff)! E por ai vai…

Aquilo que eu queria, que era fazer a diferença pro mundo, acho que eu descobri como fazer <3

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paris, je t’aime!

Então que na semana passada fui fazer a viagem que mais queria fazer desde que cheguei aqui na Europa: conhecer Paris! Vou contar um pouco através das legendas das fotos, mas quero agradecer a Amanda e o Pawel por terem me recebido tão bem! Eu não só dormi na casa deles, mas fiz parte da vida deles! Muito obrigada, mesmo, foi tudo ótimo, todos os passeios e as conversas e principalmente, as muitas risadas!

Resolvi ir de trem para Paris. O Eurostar parte de Londres e leva só 2h30 de estação a estação. A vantagem do trem é que tem permissão de bagagem (nas cias aéreas mais baratas tem que pagar por bagagem despachada) e não tem que se apresentar com tanta antecedência pro check-in, além de que as estações ficam no meio da cidade. O Eurostar não é a opção mais barata, mas vale a pena por todos esses pontos, e é bem confortável (porém acho que o trem balança mais do que o trem bala no Japão).

 

Cheguei no sábado a noite, debaixo de uma chuva chata. No dia seguinte o tempo amanheceu lindo, ensolarado e QUENTE! Dei um passeio por Batignolles antes do almoço (e descobri que a Champs Elysee fica ali pertinho) e depois a Amanda me levou pro Trocadero, de onde se tem a famosa vista da Torre Eiffel. Acho que nunca vi um lugar tão lotado! Ainda demos uma volta pelo Sena até a Champs Elysee, onde encontramos totalmente por acaso com o Henrique T. e a família.

 

No fim do dia fomos comer uns crepes bem franceses em St Michel e visitar o Pawel no trabalho. Ele nos preparou esses martinis (café e chocolate) e depois ainda subimos na cobertura do hotel para tomar champagne com vista pra Torre Eiffel iluminada. MUITO CHIC!

 

No dia seguinte fomos comprar o ingresso pra Disney na Fnac de St Lazare e depois fomos turistar na Galeries Lafayette. Um mundo de luxo e ostentação, com uma cobertura com vista pra Torre (claro!) e pra Opera.

 

Como esperava, comi muito bem em Paris! Difícil achar comida ruim por lá. O Le Paradis des Fruits é um dos restaurantes favoritos da Amanda, você escolhe os ingredientes do prato que ainda tem a salada e as fritas. E o suco de laranja lá é espremido na hora 😉

 

Depois andamos até o Jardim das Tulherias, onde sentamos ao redor de um chafariz. Tem bastante em Paris, cadeiras de ferro soltas em volta de lagos pro pessoal sentar e descansar. Depois andamos até a piramide do Louvre. Nesse dia também fomos a uma das primeiras lojas da Chanel, na Place Vendome, mas lá só vende jóia, haha! Porém a senhora que nos atendeu foi uma das pessoas mais finas e educadas que encontrei em toda a viagem. Nos indicou a loja certa e finalmente comprei o perfume que eu queria!

 

Claro que não podia faltar a pataquada! Mas não entrei no museu nesse dia.

 

No dia seguinte fomos pro passeio que eu mais queria fazer: Paris Disneyland!!! A Disney resolveu investir nessa Disney depois do sucesso que foi a Disney de Tokyo – mas esqueceram de contar o pesado fator cultural local e quebraram a cara. A Paris Disneyland não é um fracasso total, mas em comparação as outras Disneys, deixa sim a desejar. A parte estrutural é impecável, mas faltam as lojas nas saídas de todos os brinquedos (só alguns tem, em alguns você sai direto na “rua”) e a paciência de jó dos cast members. Vi um cara dando um come numas crianças mal educadas e ouvimos no interfone outra cast member sem a menor paciência de pedir para os guests se moverem na fila. Fizemos os 2 parques num dia só (a entrada custa € 74 nessa época do ano) e foi bem cansativo, mas como a Amanda já conhece bem, fomos nos lugares certos e não ficamos andando como baratas tontas.

 

O dia seguinte começou mais relaxado, eu já não tinha mais pés para viver! Na hora do almoço fomos visitar a Amanda no trabalho dela e passamos pelo Moulin Rouge, que fica no caminho.

 

Quando a Amanda acabou o turno dela, fomos dar uma volta por Mont Martre. Esse é o café onde a Amelie Poulain trabalhava no filme.

 

Passamos pela praça onde está o muro do “eu te amo” e continuamos até a Sacre Coeur. Eu subi de funicular (€ 1,80) e a Amanda foi pelas escadas. A vista de lá é linda, vale muito a pena o passeio! Entramos na igreja, demos uma volta, saímos e fomos dar uma volta ali atrás, cheio de cafés e restaurantes. Comi numa creperia que a primeira vista parece fuleira, mas tem um crepe ótimo, por um preço ok e a decoração é de recados, notas de dinheiro e fotos os clientes por todas as paredes e no teto também! Ah, em Mont Martre também tem ótimas lojinhas pra compras.

 

Na quinta, subi na Torre Eiffel. Tem o maior esquema de segurança pra entrar, com detector de metal e máquina de raio x pra comprar o ingresso, mas depois é tranquilo. Dei sorte de chegar de manhã, com um sol lindo e não ter fila (apesar de o observatório estar cheio já). Subi até o topo, fiquei pouco porque estava ventando muito gelado, mas a vista é incrível! As lojinhas lá dentro são meio caras, mas tem coisas que não se acha fora (tipo Mickey com camiseta de Paris e Hello Kitty da cidade). Desci na hora do almoço e tinha uma fila enorme!

 

Depois fui até a Champs Elysee e comi no Café George V. É bem turístico, mas o atendimento foi exemplar! Meu garçom foi muito simpático, disse que já foi pro Brasil, perguntou minha origem asiática… Depois o gerente passou e me cumprimentou também, perguntou se estava tudo ok… Além de ser muito gato!!! De sobremesa comi um creme brulee, claro! Não foi um almoço barato, mas o serviço compensou!

 

Depois do almoço rico, fui pro Museu do Louvre. Estava cheio, mas não tinha fila. O ingresso a gente compra numa tabacaria do lado de fora e depois passa pelo mesmo esquema de segurança da torre. O museu é gigantesco, corri pra ver a Monalisa primeiro e depois decidir o que ver de resto. Não tinha muito tempo, tentei ver os aposentos de Napoleão, mas devido a uma reforma, a volta que tinha que dar era muito grande, então decidi parar no jardim das esculturas e relaxar ali mesmo (lugar lindo, bem iluminado e tranquilo). Na saída do metro que dá dentro do museu tem uma loja Pandora, onde parei pra comprar meu charm da cidade e fui atendida por uma portuguesa muito simpática. Pra quem tem receio de ter que pedir informações em francês ou inglês, fica a dica 😉

 

Encontrei com a Amanda no fim do passeio e demos uma volta pela Rue Rivoli, ótimo pra compras, fomos até o Pompidou (um prédio ultra moderno no meio da arquitetura tradicional de Paris) e acabamos na Galeries Lafayette de novo. Passamos pela Notre Dame (mas não entramos) e experimentei o waffle francês (gauffe) da Amorino, uma sorveteria ótima que tem em todo canto por lá. Terminamos no hotel do Pawel com direito a sanduíche de apresentação impecável, com saladinha e tudo!

 

No último dia de viagem fui visitar o palácio em Versalhes. O palácio em si achei sem graça, tá em reforma, mas a única coisa que achei que valia a pena era o salão de cristais. Os jardins no fundo são impressionantes mesmo, lindo e super bem cuidado. O Grand e o Petite trianons são bem mais bonitos que o palácio, tem umas salas impressionantemente lindas! A única coisa que não gostei é ter que andar tanto, cansa pra caramba! Na volta peguei o trenzinho, custa € 4 e faz várias paradas, você pode pegar o quanto precisar. Ainda dei azar de entrar no palácio com uns 5 grupos de chineses, mal conseguia me mover por lá!

 

Voltei pra Paris e encontrei a Amanda pra passear pelos Jardins de Luxemburgo (mais cadeiras em volta de chafariz) e ir até o Pantheon. Não entramos, mas eu estava com muita fome e paramos num bistrô na avenida que dá pro Pantheon. Comi um belo bifão com batata frita porque eu tava merecendo!!! Fomos bem atendidas, até a Amanda que não é fã dos franceses se surpreendeu! No fim do dia corremos na Galeries Lafayette, mas só deu tempo de comprar macarron na Pierre Hermé (o melhor macarron de Paris! ) antes de fechar.

No último dia de viagem corri de volta na Galeries Lafayette pra comprar os últimos presentes e achei o corner da marca própria deles, que é bem mais em conta e tem coisas bem legais. Ali perto tem uma Uniqlo, onde parei pra comprar algo pro meu irmão, além de uma Fnac e outras lojas. Voltei correndo pra casa da Amanda pra pegar minhas coisas e ir embora, e ainda bem que fiz isso com tempo. Caminhei uns 30 minutos só dentro da Gare du Nord pra achar o check in do Eurostar!

Saudades de Paris? Muitas <3

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